A taça de um dos mais prestigiosos torneios de clubes do mundo, conhecida carinhosamente como “Orelhuda”, transcende o simples objeto. Ela se tornou um símbolo de glória, um farol que guia os sonhos de milhares de jogadores e torcedores por toda a Europa. Cada detalhe da taça carrega consigo a história de inúmeras batalhas épicas, rivalidades acirradas e momentos de pura magia futebolística.
A Criação da Lenda: A História da Taça
A “Orelhuda” que conhecemos hoje nasceu em 1967, fruto do talento do joalheiro suíço Jörg Stadelmann. Desde então, ela se tornou o objeto de desejo supremo para todos os clubes do continente europeu. Imagine a cena: capitães erguendo essa taça reluzente, confetti caindo, a explosão de alegria de milhões de torcedores… Um sonho que se renova a cada temporada.
O torneio que leva à conquista desse troféu é uma maratona, uma jornada árdua que testa a resistência, a habilidade e a mentalidade dos times. A mais recente edição teve seu pontapé inicial e culminará em um espetáculo final que está previsto para acontecer em maio de 2026, na Puskás Arena, um palco icônico na Hungria.
Uma Nova Era para um Ícone
Curiosamente, a “Orelhuda” atual não é a primeira versão da taça. A original, utilizada de 1956 a 1967, foi entregue em definitivo a um clube que marcou época: o gigante espanhol, que já havia conquistado o torneio seis vezes até 1966. As regras da época permitiam que um clube que vencesse o torneio cinco vezes, ou três vezes consecutivas, ficasse com a taça original. A UEFA, então, precisou encomendar um novo modelo para manter a competição acesa.
A Corrida Contra o Tempo: Um Desafio Inesquecível
A encomenda da nova taça foi feita por Hans Bangerter, o então secretário-geral da UEFA. Bangerter impôs um prazo incrivelmente curto para a finalização da peça, colocando Stadelmann sob grande pressão. Imagine a situação: o joalheiro precisava concluir a obra antes do dia 28 de março daquele ano, data de seu casamento e lua de mel!
“Eu ia me casar e levar minha esposa para Los Angeles em uma viagem de barco que duraria dez dias. Fiz o melhor trabalho possível, que depois foi concluído pelo gravador, Fred Bänninger. E a tempo!”, recordou Stadelmann em uma entrevista ao site oficial da UEFA. A história por trás da criação da taça é tão fascinante quanto as partidas emocionantes que levam à sua conquista.
Um Quebra-Cabeça de Expectativas
O processo de criação da “Orelhuda” foi, no mínimo, peculiar. Stadelmann e seu pai, Hans, foram ao escritório de Bangerter com diversos esboços e saíram de lá com um verdadeiro “quebra-cabeça” nas mãos.
“Ele fez comentários como: ‘Os búlgaros gostariam disso. Os espanhóis gostariam disso, mas os italianos prefeririam isso, os alemães escolheriam esse’. Nós colocamos todos os designs juntos em um só, como um quebra-cabeça”, explicou Stadelmann. A taça, portanto, é um reflexo das diversas culturas e paixões que movem o futebol europeu.
Em um total, foram necessárias 340 horas de trabalho para dar vida ao troféu. Com 73,5 cm de altura e 7,5 kg de peso, a “Orelhuda” surgiu para se tornar um dos símbolos mais icônicos do esporte mundial. Mais do que um objeto, ela representa a culminação de um sonho, a recompensa por anos de dedicação e sacrifício, e a glória eterna para aqueles que a conquistam.
A jornada rumo à “Orelhuda” é uma saga épica que se desenrola a cada temporada. Os clubes se enfrentam em duelos memoráveis, os jogadores se superam em campo, e os torcedores vibram nas arquibancadas. E, no final, apenas um time terá a honra de erguer a taça e escrever seu nome na história do futebol.